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O mercado imobiliário brasileiro pulsa como o coração da economia. Em 2025, apesar da Selic em patamares elevados (fechando o ano em 15%), o setor demonstrou resiliência impressionante: lançamentos residenciais cresceram 7,9% no primeiro semestre, totalizando 80.198 unidades, segundo a CBIC.

Foto: Sedat Suna/EFE.
Mas em 2026 a história muda. Com a expectativa de corte gradual nos juros, projetada em 12,25% pelo Boletim Focus e uma inflação controlada em torno de 4,4%, o crédito habitacional deve explodir, impulsionando vendas em até 10% acima da média histórica.
Com Lula mirando a classe média via MCMV expandido (R$ 20 bilhões para 80 mil moradias até outubro/2026), espere injeções fiscais que barateiem financiamentos, mas também risco de “efeito Lula”: alta de 10-15% em buscas por imóveis em faixas de R$ 12-20 mil de renda.
No X (antigo Twitter), debates recentes destacam como o medo de volatilidade eleitoral freiam os lançamentos, mas atrai investidores estrangeiros imunes a juros altos.
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O que fazer agora?
Para Venda e Compra
Foque em Sustentabilidade e Localização Estratégica: Invista em imóveis LEED-certificados: eles valorizam 10-15% mais e atraem compradores premium. Priorize cidades médias entre 300 mil e 600 mil habitantes. Dica: Use o MCMV para entradas baixas (até 10%) se a renda for menor que R$ 8 mil; para alta renda, espere cortes na Selic para financiamentos a 8-9% a.a.
Para Aluguéis
Diversifique com Tech e Flexibilidade: Adote plataformas e empresas que agilizam o processo de locação como a Alufacil para locações digitais, reduz a vacância em 20% e automatiza os reajustes (migre para IPCA para evitar IGP-M volátil). Limite: Monitore IBS/CBS; se tiver mais que 3 imóveis, planeje holdings familiares para deduções de 70% na base. Yield alvo: 6-7% em compactos (1 dormitório rende 6,58%).
Investimentos
Diversifique e Mitigue Riscos Eleitoriais: Fundos Imobiliários (FIIs) como CCME11 rendem 11,3% DY com R$ 10 mil iniciais, sem burocracia. Ou crowdfunding para projetos em expansão (yields 12-15%). Monitore eleições: volatilidade pode derrubar preços em 5% pré-outubro, ideal para compras. Consulte o CIB para transparência fiscal.

Fontes: ABRAINC, CBIC, FGV, IBGE, Ministério da Fazenda e análises de mercado atualizadas até novembro/2025.